sexta-feira, 1 de março de 2013

Tendências de tecnologia para a educação em 2013

Por Porvir
Um ano novo se aproxima e é tempo de mentalizar coisas boas para a educação em 2013. É hora também de compartilhar expectativas e tentar antever as tendências do universo educacional. Para isso, convidamos algumas pessoas que cruzaram com o Porvir ao longo de 2012 – expectadores privilegiados do tema, parceiros, antenas, fontes, gente inspiradora para nós e para o mundo – para fazerem uma lista de desejos, previsões e aspirações para os próximos meses. As respostas, de tão ricas, foram divididas em três temas: novas tecnologias, revoluções em sistemas e novas competências.
Hoje é a vez das novas tecnologias. A seguir, você verá o que engenheiros, médicos, pedagogos e empreendedores das mais diversas áreas prospectam para 2013. Entre os temas que apareceram estão perspectivas do que será possível criar ou aprofundar com o que as tecnologias agora permitem. É o caso da popularização de ferramentas, como tablets e smartphones, e todo o universo de possibilidades que eles trazem: facilidade de colaboração e a criação de plataformas de aprendizagem, videoaulas e Moocs. Dividimos as considerações em grandes temas para facilitar a leitura, mas você verá que, em muitas ocasiões, os limites entre um e outro são tênues.
Confira o que o nosso time de especialistas tem a dizer sobre a revolução dos sistemas.
 “Estou vendo muito comentário sobre os Moocs (Massive Open Online Courses). Acho que vale cobrir.”
Eduardo de Senzi Zancul - Veduca
“Acredito que vão surgir mais plataformas on-line que ajudam a criar novos relacionamentos entre aluno e conteúdo ou aluno e professor, como o Descomplica ou o QMágico.”
Carla Mayumi - Educ-ação
Os ambientes virtuais facilitarão também experiências internacionais, envolvendo pessoas de diferentes países em processos colaborativos de aprendizagem. Nestes processos, ganhará força a figura dos mediadores de aprendizagem.”
Helena Singer - Aprendiz
“Em 2013, mais professores vão integrar novas tecnologias de formas variadas em suas práticas pedagógicas, para além das pesquisas na internet. Os softwares e jogos educacionais estarão cada vez mais presentes, possibilitando uma aprendizagem mais interativa, lúdica  e personalizada. As redes sociais, os tablets e celulares permitirão que esta interação transcenda os muros da escola. Os recursos educacionais vão se aproximar mais das tecnologias que as crianças já conhecem e gostam de usar. Mais professores vão usar novas tecnologias para obter informações sobre a aprendizagem das crianças e para trocar impressões com colegas.”
Isabel Schwartzman - Fundação Lemann
“Investir na implantação de metodologias baseadas em plataformas de internet, rede social, multimedia, games, tecnologia mobile, bem como na sistematização, em estudos e avaliações de seus resultados é uma tendência para consolidação e validação de novas formas de ensinar e aprender na cultura digital.”
Fundação Telefônica Vivo
“A sociedade do conhecimento é conectada a todo tempo, inovando nossa maneira de produzir e de colaborar, o que possibilita a democratização em diversos âmbitos. Hoje, um cidadão responsável como Salman Khan pode transmitir conhecimento a milhões de pessoas, sem sair da sua casa, algo imprevisível na geração dos nossos pais. Apesar de ser global e generalista, a aprendizagem em rede tem também possibilidades de se adequar a cada tipo de pessoa, graças às diversas ferramentas de inteligência artificial. Assim, o ensino virtual de amanhã une a possibilidade de ser amplo e ao mesmo tempo singular.”
Equipe Polinize
“Em 2013 vamos ver um crescimento expressivo no uso de conteúdos digitais na educação. Animações, simuladores e jogos de alta qualidade vão estar cada vez mais presentes na vida dos alunos e professores. Estes conteúdos podem impactar positivamente o processo educacional, pois motivam os alunos com aspectos lúdicos e interativos. Quando conectados em redes sociais educativas, podem gerar informações valiosas para direcionar o estudo dos alunos e as atividades dos professores em sala.”
Américo Amorim - Daccord
“Vejo muito potencial interessante para 2013, e imagino que três tecnologias devem se manifestar particularmente fortes no próximo ano: automação, tablets e sistemas operacionais invisíveis. Começando pela automação da força de trabalho – a complexidade e possibilidade de robôs e inteligência artificial está alcançando níveis notáveis recentemente. Cada vez mais empregos podem ser terceirizados para computadores (jornalistas por algoritmos, motoristas por carros autônomos, fazendeiros por robôs), e em 2013 isso deve se manifestar fortemente.”
Michell Zappa - Futurologista
“Os dispositivos móveis são os aparelhos onde toda a tecnologia da educação converge. A portabilidade e a capacidade de acessar a internet contida na maioria dos dispositivos móveis os tornam portais ideais e repositórios de materiais de referência e experiências de aprendizado, como também ferramentas de uso geral para trabalhos de campo.”
Anderson Duarte - Redu
“Veremos os primeiros automóveis e geladeiras com Android, ou algo semelhante. A inevitável “internet dascoisas” tomou forma em 2012 com uma explosão de novos sensores inteligentes, e em breve devemos ver as capacidades e a conectividade de nossos smartphones em aparelhos que jamais associamos com a internet. Lâmpadas que trocam de cor conforme a previsão do tempo, ou um microondas que fotografa seu prato, analisa seu conteúdo através da nuvem, e automaticamente seleciona o programa correto.”
Michell Zappa - Futurologista
“Na área médica, as inovações tecnológicas e as descobertas frequentes dos cientistas tem tornado complexo o processo de ensino. Uma das novidades na minha área será o uso de ultrassom para o estudo de anatomia, usando pessoas vivas e não mais cadáveres.”

Vicki Noble - Médica

Disponivel em: http://www.webaula.com.br/index.php/pt/acontece/noticias/2775-tendencias-de-tecnologia 
Acessado em: 01/03/2013 as 14:43

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Currículo escolar deve levar em conta uso da internet

São Paulo – Uma pesquisa realizada na Faculdade de Educação (FE) da USP constatou que, apesar do crescimento do uso da internet pelos jovens, a educação pública não acompanhou esta evolução. “Com tantas mudanças no mundo, o currículo das escolas não se alterou”, revela a professora Juliana Santos Albach, autora do estudo. Ela entrevistou cerca de 25 alunos do último ano do ensino fundamental de uma escola em São Paulo para chegar às conclusões do trabalho.
Todos os estudantes analisados contaram que usam a internet corriqueiramente em suas vidas. Os professores conhecem esse fato, mas o currículo das escolas não atenta para isso: as tarefas não têm orientação para a pesquisa na rede. A instituição de ensino não se prepara para propor ou receber trabalhos utilizando essa ferramenta.
O uso da internet para auxiliar em pesquisas para a escola é unânime entre os alunos entrevistados. Existe, porém, uma visão geral entre eles de que os trabalhos não são aproveitados. “Eles acham que estes trabalhos vão para o lixo”, conta Juliana. Por falta de orientação e retorno, as tarefas escolares acabam ficando sem significado.
Os alunos contaram que não existe problematização do tema dentro da sala de aula. “Ninguém discute o assunto”, conta a pesquisadora. “O currículo escolar é estático”, ressalta. A pesquisa, intitulada Os usos que os jovens fazem da internet: relações com a escola, procurou exatamente tornar a questão pauta do debate acadêmico, embora não dê proposições para uma possível reforma do currículo. Ela foi orientada na dissertação de mestrado pelo professor Jaime Francisco Parreira Cordeiro.
Recomendações

Alguns estudantes revelaram que a Wikipédia chega a ser recomendada por alguns professores como fonte de pesquisa. Isso demonstra que as possibilidades da internet não foram totalmente compreendidas, visto que a ideia de se pesquisar em uma enciclopédia, como se fazia antes do advento dessa ferramenta, ainda é utilizada. Essa forma de pesquisa é apenas uma reconstrução do mesmo método usado há muito tempo em outra plataforma.
Aparentemente, ao menos na fala dos alunos, há uma falta de orientações e recomendações para a execução dos trabalhos requeridos, fazendo com que os alunos criem critérios próprios para fazer trabalhos usando a internet. Ações como checagem de informações em mais de um site e procura por termos bem específicos em sites de busca apareceram nas falas dos alunos como formas de tornar as pesquisas mais precisas.
“Essas maneiras de pesquisa parecem não ser aprendidas formalmente”, constata, porém, a professora. “Pelo que percebi, os critérios parecem ser intuitivos”, complementa. Após o uso constante da ferramenta, os estudantes, por conta própria, aprendem uma forma de pesquisa que parece ser mais segura. Existe uma aula de informática onde esse tipo de competência deveria ser abordada, mas, no âmbito da investigação não se pode perceber se esta aula contribui para a aprendizagem dos procedimentos que os alunos utilizam.
De acordo com as entrevistas, o que é cobrado pelos professores é que os trabalhos não sejam simplesmente copiados de sites. Os alunos têm de parafrasear, juntar ou resumir as informações obtidas, porém sem orientação específica para isso. Para Juliana, essas questões trazem problemas e “o currículo escolar precisa se remodelar”. O objetivo da pesquisadora é, em uma tese de doutorado futura, discutir o tema sob o ponto de vista dos professores.

31 de outubro de 2012 às 8:45 | Por Cheyenne Cavalcanti

Fonte: exame.abril.com.br
Acessado em: 31/10/2012 as 09:57
Disponível em: http://www.monqi.com.br/blog/curriculo-escolar-deve-levar-em-conta-uso-da-internet/

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

As (des)vantagens da tecnologia como ferramenta pedagógica


No lugar de quadro e pincel, projetor multimídia e slides. Cadernos e lápis? São frequentemente substituídos por tablets ou smartphones. Já está ficando para trás a realidade analógica das salas de aula, cada vez mais equipadas com aparatos tecnológicos, tanto pelos professores quanto pelos alunos. A onda digital tende a impulsionar o processo de ensino-aprendizagem, mas é preciso alguns cuidados para a aliada não se transformar em vilã.
Professor de geografia há 15 anos, Anderson Leineker precisou se adaptar à realidade da nova geração de alunos, conhecida como Y ou geração da internet. Eles já não se satisfazem apenas com livros didáticos ilustrados por alguns mapas, é preciso interação e movimento. “Alguns alunos digitam a aula em editores de texto no seu smartphone ou tablet”, comenta o professor.
Outros, porém, optam por tirar fotos do quadro ou esperar pelo e-mail do professor com os slides das aulas. Este é o caso da fera de odontologia Milena Monteiro, de 17 anos. “É ótimo porque a gente não precisa ficar perdendo tempo copiando o que tem no quadro e presta mais atenção ao que o professor fala”, explica.
Toda semana o professor Aderbal Araújo publica no seu Facebook dois ou três artigos de revistas científicas ou pesquisas recentes na sua área. Além disso, ele adianta gabarito de prova, tira dúvidas, resolve problemas e sugere leituras. “É uma forma de usar o FB como ferramenta de informação boa e não só como distração e entretenimento”, alerta o professor de biologia. Essa é, na verdade, a maior preocupação tanto dos docentes, quanto dos próprios alunos.
Candidata a uma vaga no curso de direito, Eliane Goes, 17, tem iPhone, usa todas as redes sociais e, mais frequentemente, o aplicativo Whatsapp, para conversa instantânea. Ela afirma que evita usar essas ferramentas durante a aula para não ficar dispersa. “Você acaba não prestando atenção na aula”, admite.
Embora reconheça a tentação de conferir as atualizações do seu Facebook sempre que entra na rede social, Eliana procura focar nas postagens dos amigos de turma e professores sobre o assunto que vai cair na prova e dicas de conteúdo.
Milena concorda com a amiga: “A gente tira a atenção para o estudo, pois quando entra no computador, acaba vendo outras coisas e esquece do resto”, completa a vestibulanda. O professor Aderbal conclui que o caso não é abrir mão das redes sociais, já que podem ser utilizadas para fins pedagógicos, mas ser objetivo em suas buscas na internet. “O jovem tem que estar focado no que quer e se concentrar. Se for disperso vai sair do foco que é muito comum entre os adolescentes”, acrescenta Aderbal.
Um outro cuidado levantado pelo docente é com relação às referências dos sites acessados para pesquisa. “Os feras têm que ter cautela com as fontes. A gente procura indicar sites confiáveis, mas muitas vezes eles procuram por conta própria”, alerta. Ele comemora quando os alunos avançam nas pesquisas: “muitas vezes eles trazem até considerações que nós desconhecíamos”.
Fonte: ne10.uol.com.br

Acessado em 11/10/2012 as 21:00
Disponível em http://www.monqi.com.br/blog/as-desvantagens-da-tecnologia-como-ferramenta-pedagogica/

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DIA DOS PROFESSORES


“Professores devem reaprender a aprender”

O professor americano Will Richardson percebeu, em sua rotina de sala de aula, que havia alguma coisa mudando naquele espaço de aprendizagem. O ano era 2001 e ele dava aula de inglês para o ensino médio em escolas norte-americanas. Nessa década que se passou, as tecnologias foram entrando no universo educacional, ele começou a escrever sobre o assunto e, entre idas e vindas de conversas com professores pelo país, sua suspeita só se confirmou: essa aflição não era só sua. Foi aí que percebeu que o primeiro passo para os professores se adequarem aos novos formatos de educação era fazer com que eles reaprendessem a aprender e, para isso, era fundamental que eles se organizassem em redes.
“Esse é um dos desafios mais interessantes que temos hoje: como é que ajudamos os professores a entender o que está acontecendo fora das escolas e os deixamos aptos para preparar as crianças para essa realidade?”, pergunta o especialista, que já tem uma dica de qual seja a resposta. “Os professores têm que construir suas próprias redes e se tornar responsáveis pelo seu aprendizado, assim como se espera que os alunos façam”, afirma Richardson, que há seis anos vêm capacitando professores por meio do programa Powerful Learning Practice.
Na capacitação que dá para os professores, Richardson reúne professores em comunidades virtuais e em algumas atividades presenciais ao longo do ano letivo. Ele procura fazer desse ambiente virtual um espaço compreensivo em que os professores possam compartilhar experiências, ansiedades e expectativas e, de quebra, se apropriar das funcionalidades da internet. “Tentamos fazer com que os professores se sintam confortáveis com o ambiente on-line, dividam seus medos, sejam transparentes, conversem. Mas leva tempo”, afirma o especialista, que procura usar o canal que criou para mostrar exemplos do que é possível fazer e falar sobre a educação do século 21. O programa, diz ele, tem sido procurado por escolas públicas e particulares, que inscrevem parte do seu corpo docente para participar da capacitação. As atividades são compartilhadas em um blog e parte das discussões que esses educadores promovem podem ser acessadas pelo site.
Preparar os professores para uma nova realidade de educação, em que há muito mais conhecimento disponível na palma da mão em um smartphone do que nas bibliotecas de muitas escolas, é apenas parte da solução. Richardson diz que a própria escola precisa mudar radicalmente. Tanto defende que lançou, no mês passado, o livro Why School?, (Por que Escola?, em livre tradução), cuja versão digital em inglês está disponível na Amazon por US$ 2,99. “Não é que não queiramos a escola. Não queremos essa escola. Tudo precisa ser repensado: currículo, design, infraestrutura”, diz
O argumento de Richardson é que entregar o conhecimento pronto, encaixotado, hoje não faz mais sentido. O que se espera é que o currículo seja reflexivo, baseado muito mais em perguntas que não necessariamente se sabe a resposta – “porque é isso que elas vão encontrar na vida”. “As crianças demandam diferentes tipos de aprendizado, diferentes tipo de alfabetizações”, diz o educador, que ressalta a importância de que os alunos recebam uma espécie de alfabetização em rede (livre tradução para network literacy), em que aprendam segurança na web, como e onde pesquisar, o que se pode ou não fazer em ambiente virtual.
Quanto à estrutura das escolas, Richardson diz que o ideal é que os espaços fossem redesenhados porque sala de aula, quadro negro e carteira já não fazem mais sentido. “É preciso ter muito mais espaços colaborativos de trabalho, acesso a materiais multimídia. Não acho que possamos fazer como fazemos hoje, quando os alunos ficam trancados 45 minutos em uma sala, depois têm outra aula de 45 minutos. Temos que dar uma bagunçada nisso.”
Richardson vai estar em São Paulo entre 19 e 21 janeiro, compartilhando suas ideias no evento Innovate 2013 – Reimaginating School, promovido pela Graded, escola americana de São Paulo. Segundo a organização, a intenção do encontro, que vai reunir profissionais do Brasil e dos EUA, é debater sobre a escola que mais bem serve e inspira os estudantes de hoje. As inscrições estão abertas e os valores já podem ser consultados.

Fonte: porvir.org
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Acessado em 10/10/2012 as 07:30

Disponivel em

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Conta de luz deve ficar 10% mais barata para consumidor doméstico



A última versão do plano de redução do custo de energia elétrica, que deve ser anunciado em setembro, prevê um corte médio de 20% nas contas das indústrias e de 10% nas dos consumidores domésticos.
A medida ainda não está totalmente fechada porque o governo ainda calcula se poderá abrir mão da receita de tributos que seriam cortados para reduzir o custo.
A avaliação final deve acontecer após o fechamento do projeto do Orçamento da União, que será enviado ao Congresso no final do mês.
A presidente Dilma aposta na medida para dar novo fôlego à economia e garantir, no próximo ano, um crescimento de pelo menos 4%.
A redução da tarifa passaria a valer em 2013 e atenderia a uma das maiores reclamações do empresariado, que aponta um preço maior da eletricidade brasileira em relação ao que pagam concorrentes em outros países.
Setores de uso intensivo de energia, como o de alumínio, chegaram a cogitar reduzir de tamanho no país.
Esses devem ser os mais beneficiados com a mudança. Segundo a Folha apurou, a redução vai variar de acordo com a tensão elétrica, garantindo cortes maiores para os setores de uso intensivo.
Plano
O plano começou a ser elaborado depois de uma reunião, no início do ano, entre a presidente e um grupo de grandes empresários, na qual Dilma prometeu baixar o custo da energia no país.
Além da retirada de encargos federais que encarecem o custo de eletricidade, a redução da tarifa deve vir por meio de negociação com as atuais concessionárias de usinas hidrelétricas.
Os contratos vencem em 2015 e, pela lei atual, elas iriam a um novo leilão. O governo vai, porém, permitir nova renovação das concessões, desde que as empresas hoje donas das usinas aceitem reduzir a tarifa.
O argumento é o de que a totalidade dos investimentos já foi paga, o que reduz o custo das empresas à operação e manutenção das usinas.
A medida provisória que tratará do tema vai garantir que a renovação das concessões já aconteça no próximo ano, para que os efeitos da redução do preço sejam repassados a empresários e consumidores em 2013.
Em relação aos encargos, o governo já fechou questão na retirada de três deles: a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e a RGR (Reserva Global de Reversão). Outros podem ser incluídos no pacote.
Folha de SP
Acessado  em  29/08/2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PROFESSORES VÃO AO SENADO PEDIR SUSPENSÃO DA REFORMA ORTOGRÁFICA


Os professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel estiveram no Senado para pedir a suspensão da reforma ortográfica, resultado de um acordo firmado em 1990 entre todos os países de língua portuguesa.
O acordo foi assinado pelos países que tinham o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste (que não era independente à época), Brasil e Portugal. As mudanças trazidas pelo acordo --como a ausência de acento na palavra "ideia"-- já são aplicadas aqui desde 2009, em período de "acomodação" que deve durar até o final deste ano.
Para os professores, o conteúdo do acordo é de difícil aplicação por ser "ilógico" e contraditório. Eles condenaram também a forma como o acordo está sendo implantado no país e apontaram várias divergências entre as novas regras e o que está disposto no VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), elaborado pela Academia Brasileira de Letras e usado como referência para verificar a grafia das palavras.
Os professores querem que a adoção obrigatória do acordo no Brasil --que ocorre em janeiro do ano que vem-- seja suspensa. Dessa forma, haveria mais tempo para discutir mudanças no conteúdo, inclusive com os outros países signatários. "Como nós vamos costurar todo o imbróglio decorrente da adoção estapafúrdia dessa reforma ortográfica?", questionou Cipro Neto.
A não-adesão de países como Angola e Moçambique e a baixa aceitação de Portugal, que só recentemente sancionou a lei que tornou o acordo obrigatório no país, também foram citadas como problemas do acordo. Até 2015 os portugueses estarão em período de acomodação, mas segundo Cipro Neto lá também existe a intenção de rever o texto.
Pimentel, idealizador do movimento "Acordar Melhor" (que pede mudanças no acordo) criticou duramente a ABL. "É a segunda vez que a academia é convidada para esse debate e não comparece. Isso mostra um comportamento adequado à época do autoritarismo, uma posição aristocrática. Eles não vieram porque não têm argumentos para justificar esse acordo que está aí", afirmou.
Apenas no século 20, foram feitas nove reformas da língua portuguesa. Cipro Neto afirmou que a audiência dessa quarta "foi um primeiro passo", mas que uma eventual "reforma da reforma" não será fácil.
"Reforma ortográfica é como uma garrafa pet, leva muito tempo para ser deglutida. É preciso ter muito cuidado quando se coloca em vigor uma reforma, ela precisa ser muito bem feita para que não haja problemas como esses que temos hoje", afirmou.
A ABL, por meio da assessoria, informou que o feito pela comissão do Senado era pessoal a Evanildo Cavalcante Bechara, tesoureiro da academia. Como ele está em viagem, não pôde comparecer à audiência pública. Quanto às divergências apontadas por Cipro Neto e Pimentel, a assessoria da ABL informou que apenas Bechara poderia se pronunciar sobre a questão
Fonte: Folha de S. Paulo
Acessado  em  28/08/2012