terça-feira, 28 de agosto de 2012

PROFESSORES VÃO AO SENADO PEDIR SUSPENSÃO DA REFORMA ORTOGRÁFICA


Os professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel estiveram no Senado para pedir a suspensão da reforma ortográfica, resultado de um acordo firmado em 1990 entre todos os países de língua portuguesa.
O acordo foi assinado pelos países que tinham o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste (que não era independente à época), Brasil e Portugal. As mudanças trazidas pelo acordo --como a ausência de acento na palavra "ideia"-- já são aplicadas aqui desde 2009, em período de "acomodação" que deve durar até o final deste ano.
Para os professores, o conteúdo do acordo é de difícil aplicação por ser "ilógico" e contraditório. Eles condenaram também a forma como o acordo está sendo implantado no país e apontaram várias divergências entre as novas regras e o que está disposto no VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), elaborado pela Academia Brasileira de Letras e usado como referência para verificar a grafia das palavras.
Os professores querem que a adoção obrigatória do acordo no Brasil --que ocorre em janeiro do ano que vem-- seja suspensa. Dessa forma, haveria mais tempo para discutir mudanças no conteúdo, inclusive com os outros países signatários. "Como nós vamos costurar todo o imbróglio decorrente da adoção estapafúrdia dessa reforma ortográfica?", questionou Cipro Neto.
A não-adesão de países como Angola e Moçambique e a baixa aceitação de Portugal, que só recentemente sancionou a lei que tornou o acordo obrigatório no país, também foram citadas como problemas do acordo. Até 2015 os portugueses estarão em período de acomodação, mas segundo Cipro Neto lá também existe a intenção de rever o texto.
Pimentel, idealizador do movimento "Acordar Melhor" (que pede mudanças no acordo) criticou duramente a ABL. "É a segunda vez que a academia é convidada para esse debate e não comparece. Isso mostra um comportamento adequado à época do autoritarismo, uma posição aristocrática. Eles não vieram porque não têm argumentos para justificar esse acordo que está aí", afirmou.
Apenas no século 20, foram feitas nove reformas da língua portuguesa. Cipro Neto afirmou que a audiência dessa quarta "foi um primeiro passo", mas que uma eventual "reforma da reforma" não será fácil.
"Reforma ortográfica é como uma garrafa pet, leva muito tempo para ser deglutida. É preciso ter muito cuidado quando se coloca em vigor uma reforma, ela precisa ser muito bem feita para que não haja problemas como esses que temos hoje", afirmou.
A ABL, por meio da assessoria, informou que o feito pela comissão do Senado era pessoal a Evanildo Cavalcante Bechara, tesoureiro da academia. Como ele está em viagem, não pôde comparecer à audiência pública. Quanto às divergências apontadas por Cipro Neto e Pimentel, a assessoria da ABL informou que apenas Bechara poderia se pronunciar sobre a questão
Fonte: Folha de S. Paulo
Acessado  em  28/08/2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Programa do MEC para alfabetizar alunos de até 8 anos vai investir na formação de professores


Deve entrar em funcionamento, no ano que vem, o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Ministério da Educação (MEC). Segundo o secretário de Educação Básica da pasta, Cesar Callegari, na próxima semana o ministério enviará uma correspondência a todos os prefeitos e governadores explicando os detalhes do programa, que pretende garantir a alfabetização de todos os alunos até os 8 anos de idade tendo como principal foco a melhora na formação dos professores que lecionam nos três primeiros anos do ensino fundamental.
“O Ministério da Educação está decidido a trabalhar de maneira colaborativa com cada um dos municípios e estados brasileiros para que nós possamos realizar essa tarefa, absolutamente indispensável para o sistema educacional brasileiro”, ressaltou Callegari para uma plateia composta de secretários municipais de todo país no Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação.
O foco da iniciativa é melhorar a formação dos 244 mil professores que lecionam no três primeiros anos do ensino fundamental. Entre as ações previstas está a distribuição de bolsas de incentivo para que os professores participem de cursos de capacitação fora do horário de trabalho.“É absolutamente indispensável valorizar esses profissionais. E a melhor maneira de valorizar esses profissionais é proporcionando um lugar de destaque na suas carreiras e um processo de formação continuada”, disse o secretário.
Callegari espera que todos os gestores municipais e estaduais enviem as demandas necessárias para a execução do programa até julho para que os recursos necessários sejam incluídos no orçamento de 2013.
Fonte: Agência Brasil
Acessado em 23 de maio de 2012 em http://ead.faccat.br/portal/blog/programa-do-mec-para-alfabetizar-alunos-ate-os-8-anos-vai-investir-na-formacao-de-professores/


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sobre o salário do professor: piso mínimo e qualidade da educação


Sobre o salário do professor: piso mínimo e qualidade da educação.
piso salarial do professor é, hoje, de R$ 1.451,00 para quem trabalha 40 horas. Ou seja: as prefeituras e governos em geral, têm que pagar, no mínimo, apenas 1.451 reais para um professor que seja contratado por 40 horas.
Celebrou-se como uma conquista, mas continua sendo uma vergonha, apesar do “especialista” em educação ioschpe ver – com os óculos de um empresário – que “A partir da década de 90, ocorreu um aumento substancial de salário nas regiões mais pobres do Brasil, mas não houve melhoria na qualidade do ensino” [É da revista (não)veja, então, se você tem estômago fraco, não leia).
Já escrevi aqui que governadores vêm pedindo para que este piso não aumente. Segundo esta notícia, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), havia pedido ao presidente da Câmara para votar projeto de lei que diminuía o piso. Mas, hoje, o site daSecretaria de Educação da Bahia disse que o governo vai cumprir a lei:
Apesar disso, o fato é que mesmo este piso – que ainda não deve ser totalmente cumprido pelo Brasil adentro – é uma merreca que reflete a desimportância que se dá à educação.
Para se ter uma ideia, um professor ou professora que receba este glorioso piso salarial não paga nem imposto de renda. É considerado pobre o suficiente para que o governo não raspe uma lasca de sua “renda”.
Ora, a educação é feita, basicamente, da interação entre aluno e professor!
O nosso aluno – especialmente nós que damos aula em escola pública – é carente de uma série de coisas, necessitando de atenção, dedicação, trabalho árduo, repetições, aprofundamentos, ajudas especiais.
O professor, para dar conta, tem que ser especialista em sua área de ensino, mas, para além disso, tem que saber como dar aula para seu público (não, não é nem fácil nem tão óbvio), tem que saber como repassar conhecimentos, como fazer estudar quem não quer estudar, entender de relações interpessoais, um pouco de psicologia, sociologia, antropologia, tem que pensar e repensar, fazer e refazer suas aulas permanentemente, saber diferenciar dentre diversas turmas e inúmeros alunos a maneira como cada um tem condições de aprender – sim, porque uma aula para uma turma não atinge a todos e a mesma aula pode ser totalmente ineficaz em uma outra turma.
Então, a base de uma boa educação é um professor competente e contente com o trabalho, bem pago, com tempo, calma e estrutura para trabalhar.
É só isso? Não, mas começa por aí e não se pode tentar fazer algo mais sem isso. Paulo Freire já dizia:
“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
E eu digo: Se apenas investir nos professores não muda a educação, sem investir nos professores não se muda a educação.
Simples assim:
Salário decente, compatível com a formação e a responsabilidade do cargo. Os salários de professores universitários, apesar de já defasados, servem como uma boa base. Ora, temos no ensino básico muito mais dificuldades e responsabilidades, por que ganhar menos?
Tempo e calma adequados ao trabalho – contratação para uma só escola, no mínimo metade do tempo para aula e metade para planejamento e pesquisas. Não dá pra trabalhar em 4 escolas e fazer um ótimo trabalho em todas elas! Novamente, a forma de trabalho de um professor universitário serve de base.
Estrutura de trabalho decente nas escolas – salas de aulas decentes, materiais necessários, dentre outros.
Fora disso, pode-se fazer de tudo, que é jogar dinheiro fora. É dizer que investe-se em educação, mas, na verdade, gasta-se (ou lava-se) dinheiro com a educação.
Veja este artigo:
Investir mais em educação não garante resultados melhores – Relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) indica que investimento alto nos professores garante bom ensino – (…) Outro dos fatores cruciais detectados pela OCDE é que os países com os melhores resultados nas provas trianuais sobre compreensão de texto, Matemática e Ciências Naturais são aqueles que mais investem em seus professores. Os docentes do ensino médio da Coreia do Sul e de Hong Kong, ambos com excelentes resultados nas provas Pisa, ganham “mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio em seus respectivos países”. “Em geral, os países que alcançam bons resultados no Pisa atraem os melhores estudantes à profissão de professores e lhes oferecem salários mais altos e um grande status profissional”, indicou a OCDE. (FONTE)
Toma, Ioschpe, “especialista” em educação! Finge que tá passando mal e sai da mídia!
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

Acessado em: 12/04/2012 as 07:55

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h)


Add caption

O curso é destinado à professores e gestores.
O objetivo do curso é promover a inclusão digital dos professores e alunos das escolas de educação básica e comunidade escolar em geral e dinamizar e qualificar os processos de ensino e aprendizagem com vistas à melhoria da qualidade da educação básica.
As inscrições serão realizadas nas escolas: Anízio Teixeira da Silva, Professora Bernadete Teixeira e Benedita Figueiró de Oliveira (pólo e extensão), por favor, procurem a direção de cada escola.

Obersevação: para quem interessar segue link para a inscrição, tem baixar, preencher e entregar na escola e/ou para o tutor Jose Cicero.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ministério distribuirá tablets a professores do ensino médio


Quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012 - 21:21

O Ministério da Educação vai investir cerca de R$ 150 milhões neste ano para a compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os equipamentos serão doados às escolas e entregues no segundo semestre.

O objetivo do projeto Educação Digital – Política para computadores interativos e tablets, anunciado pelo ministro Mercadante nesta quinta-feira, 2, é oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas para o uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem.

Para o ministro, o mundo evolui em direção a uma sociedade do conhecimento e a escola tem que acompanhar esse processo. “É muito importante que a gente construa uma estratégia sólida para que a escola possa formar, preparar essa nova geração para o uso de tecnologias da informação”, disse. Segundo o ministro, esse é um processo e o governo federal quer acelerar, sem atropelos. “É evidente que a tecnologia não é um objetivo em si, nada substitui a relação professor-aluno.”

A tecnologia, afirmou, vai ser tão mais eficiente quanto maiores forem os cuidados pedagógicos e quanto maior for o envolvimento dos professores no processo. “Estamos definindo que, na educação, a inclusão digital começa pelo professor.”

O projeto compreende o computador interativo - equipamento desenvolvido pelo MEC, que reúne projeção, computador, microfone, DVD, lousa e acesso à internet, e o tablet. Os computadores interativos já foram distribuídos para as escolas do ensino médio e no segundo semestre chegam os tablets. Esses tablets serão nos modelos de 7 ou 10 polegadas, bateria com duração de 6 horas, colorido, peso abaixo de 700 gramas, tela multitoque, câmera e microfone para trabalho multimídia, saída de vídeo, conteúdos pré-instalados, entre outras características.

Aos computadores serão integradas as lousas eletrônicas, compostas de caneta e receptor. Acopladas ao computador interativo (equipamento com computador e projetor, ofertado pelo MEC aos estados e municípios), permitirão ao professor trabalhar os conteúdos disponíveis em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.

Além de enviar equipamentos, o MEC oferece cursos de formação aos professores. Segundo Mercadante, mais de 300 mil professores já fizeram o curso do ProInfo, e agora os 600 mil que lecionam no ensino médio terão à disposição um curso de 360 horas para trabalhar com as novas mídias. A qualificação será feita pela rede de formadores do ProInfo, que já trabalha com especialistas de universidades públicas.

Fundamental
- Pelo cronograma do projeto Educação Digital, assim que for concluída a entrega de tablets para as escolas do ensino médio, terá início a distribuição para os estabelecimentos do ensino fundamental que oferecem os anos finais e a seguir para os anos iniciais. Foram pré-requisitos para definir por onde começar a distribuição de tablets: ser escola urbana de ensino médio, ter internet banda larga, laboratório do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e rede sem fio (wi-fi).

Conforme o ministro da Educação, com a entrega de novas tecnologias da informação, professores e escolas públicas vão poder combinar esses instrumentos com as demais mídias. Ele citou o Portal do Professor, que é um dos espaços mais consultados pela categoria e que ainda pode e deve ser ampliado. Hoje, disse, estão disponíveis no portal 15 mil aulas criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Mercadante anunciou que vai lançar editais e constituir um comitê nacional para selecionar e recomendar as melhores aulas que estarão disponíveis para todos os professores.

Ionice Lorenzoni

Disponivel em: Portal do MEC
Acessado em: 05/02/2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Formatura do curso Introdução à Educação Digital - Proinfo.


No dia 05 de dezembro, aconteceu a formatura dos professores cursistas do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional – Proinfo Integrado.
O curso tem como objetivo promover a inclusão digital dos professores e gestores das escolas públicas e dinamizar os processos de ensino e de aprendizagem com vistas à melhoria da qualidade da educação básica.
A secretária de Educação Profª Sônia Galiego, preocupada com a qualidade da educação e com vistas nos avanços tecnológicos que já se encontram inseridos na educação firmou parceria com a Secretaria de Educação a Distância (Seed/Mec) e os parceiros: Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) e União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) para trazer as capacitações do Proinfo Integrado ao nosso município que tem no total três curso são eles: Curso Introdução à Educação Digital (40h), Curso Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs (100h) e Elaboração de Projetos (40h), Sendo o primeiro já concluído e os demais estão previstos para o ano de 2012.
A convite da secretária de educação o professor Jose Cicero Alves, que é Especialista em Tecnologias em Educação aceitou o convite para ser o tutor desse curso, esse foi o diferencial, pois o mesmo é lotado na secretaria de educação na função de instrutor de informática e além de conhecer a realidade das tecnologias da Informação e comunicação no município tem um bom relacionamento com os professores da rede e sabe das necessidades a serem trabalhadas.
O curso atendeu os professores das seguintes escolas: Escola Municipal Anízio Teixeira da Silva, Escola Municipal Professora Bernadete Teixeira, Escola Municipal Benedita Figueiró de Oliveira, Escola Estadual Braz Sinigáglia e Escola Especial Luz do Amanhã (APAE). No entanto tivemos 75 professores inscritos para este curso e devido ao grande número de inscrições foi divido em duas turmas onde a primeira iniciou no mês de junho e término no mês de agosto e a segunda turma iniciou em setembro e término em novembro.
A abertura da cerimonia foi marcada pela apresentação cultural com o coral da Escola Municipal Anízio Teixeira da Silva com a música - SEMENTES DO AMANHÃ - ensaidos pela amiga da Escola Isadora dos Santos Fernandes.
Na sua fala a Secretária Sônia, deixou bem claro a sua preocupação em relação à capacitação dos professores frente as tecnologias, e afirmou que o governo federal está disponibilizando recursos para que as prefeituras possam adquirir um computador por aluno, para o Projeto UCA. E é sabido que neste projeto o professor terá que ministrar suas aulas fazendo uso destes equipamentos junto aos seus alunos e isso na sala de aula. Então cada educador tem que buscar as capacitações para que possam estar preparados.
A Secretária de Assistencia Social Claudia Macedo Ibrahim, parabenizou a Secretária de Educação e Cultura pela iniciativa e a preocupação pela formação dos educadores, ao tutor pela dedicação ao curso e aos formandos de forma especial pela vontade de buscar algo novo.
O prefeito Edson Ibrahim, parabenizou o tutor Jose Cicero pelo trabalho realizado e aos cursistas pelo empenho em busca de melhoria na qualificação profissional.

Segue links para fotos: AULAS AO LONGO DO CURSO

FOTOS DA FORMATURA